Ranking Nacional e Mundial de Pilotos

Ranking Nacional e Mundial de pilotos de planador. Veja a relação no formato PDF.

Revisão em 02/12/2013.

 

 

Participantes do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores

Participantes do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores

 

 

 Foto aérea do Grid 

 

 

Grid de decolagem

 

 

Participantes femininas no 55º Campeonato Brasileiro de Planadores 

 

 

Resultados: Etapa Centro-Oeste e Final

Etapa Centro-Oeste

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Etapa Final

Categoria Open - Final - .pdf

Categoria Olímpica - Final - .pdf

Categoria Racing - Final - .pdf 

 

Classe Olimpica
1º Lugar – Valença
2º Lugar – Braucilio
3º Lugar – Bassi

 

Classe Racing
1º Lugar: Guilherme Ribeiro
2º Lugar: Gugui
3º Lugar: André Lautert

 

Classe Open
1º Lugar: Henrique Navarro
2º Lugar: Egon
3º Lugar: Schimidt

 

 

Henrique Navarro garante vaga em Mundial após vencer o 55º Campeonato Brasileiro de Planadores

Evento movimentou cidade baiana de Luís Eduardo Magalhães

Recordista nacional, o volovelista Henrique Navarro confirmou seu favoritismo e sagrou-se campeão do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores, disputado entre os dias 6 e 12 de outubro na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Além do segundo título consecutivo na Classe Open, o piloto alcançou seu principal objetivo: a classificação para o Campeonato Mundial, que acontecerá em julho de 2014 na Finlândia. A Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV), organizadora do evento, deve divulgar o ranking final em breve e mais nomes podem constar da lista de cl assificados para a competição internacional.

Mais de 40 pilotos nacionais participaram da disputa, considerada a mais competitiva dos últimos tempos. Na Classe Open, a mais rápida do esporte, Henrique Navarro (Aeroclube de Bauru) venceu com 5.088 pontos, seguido por Egon Rehn do Aeroclube do Planalto Central (4.880) e pelo experiente Cláudio Schmidt, volovelista do Aeroclube de Rio Claro (4.735).

Na Classe Racing, a disputa pelo pódio também foi acirrada. Guilherme Ribeiro, do Aeroclube do Planalto Central, ficou com a primeira colocação com 4.226 pontos, seguido de Guilherme Purnhagen (Gugui), competidor independente, que obteve 4.008 e André Lautert, do Aeroclube de Planadores Albatroz, com 3.647. A pontuação reuniu os resultados de sete dias consecutivos de provas na cidade baiana, conhecida por ser um dos melhores locais do Brasil para a prática do voo a vela.

Já na Classe Olímpica, da qual participam planadores com meno r rendimento, a diferença de pontos entre os atletas do pódio foi mínima. Luís Valença, pertencente ao Aeroclube Politécnico de Planadores - APP, venceu com 3.610 pontos, enquanto o segundo colocado, Braucílio Foganholo, do Aeroclube de Marília, obteve 3.564 e o terceiro, Sérgio Bassi, do Aeroclube de Voo a Vela CVV-CTA com 3.425 pontos. A competição exigiu que os pilotos completassem uma rota pré-definida na maior velocidade tempo possível, valendo pontos.

Fundada em 1954, a Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento e regulamentação do voo a vela no Brasil. Filiada à Fédération Aéronautique Internationale (FAI) – órgão que regula o esporte e estabelece normas de segurança internacionais – e vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COI), a FBVV é a única representante do voo a vela e de seus praticantes junto às instituições públicas e privadas do p aís. Atuando em conjunto com os aeroclubes de cada região, a instituição tem desenvolvido diversos projetos com foco na evolução e no aperfeiçoamento do esporte, como o Projeto Santos Dumont e Projeto Voa SP.

A FBVV é responsável ainda pela manutenção do Ranking Brasileiro de Pilotos de Planador, que ordena o desenvolvimento e treinamento de pilotos esportivos e define a participação em eventos internacionais.

 

Henrique Navarro no pódio da Classe Open da Etapa Final

 

 

Sétima e Última Prova - Sérgio Lins Andrade (Etapa Final)

O homenageado da sétima e última prova da Etapa Final é Sérgio Lins Andrade.

 

 

Sérgio, grande empreendedor que herdou este dom da família de empresários mineiros, é hoje um exemplo nacional e internacional de grandes obras e negócios no mercado de comunicações. Sérgio Andrade foi o artífice da transformação da construtora na maior concessionária de serviços do País, com pedágios e telecomunicações.

Desde menino vivenciou desafios. Na aviação, voou em autogiros, aqueles montados de kits importados e somente tendo como base o folheto explicativo de como conduzir o autogiro (manual de instruções de montagem e voo). Fez o curso de Piloto Privado, depois se associou com um grupo que fabricava Ultra Leves e finalmente em 2004 comprou um moto planador ultra leve (SINUS).

Foi tomando gosto pelo esporte, trocou o SINUS por um TAURUS, participou de um campeonato de voo a vela em Formosa em 2008, onde foi finalmente tomado pelo vírus do voo a vela. Desde aí seus brinquedos tomaram outra envergadura (27 metros). Frequentemente Sérgio Andrade realiza voos em seu planador, como este documentado por vídeo nos céus de LEM em setembro de 2012:

http://www.youtube.com/watch?v=Gua6ypZ6JJ4&list=UUajzfXYQHxDx7gsmRq9oXPg

 

Mas do convívio com os clubes e amigos que fez no voo a vela e a sua experiência como patrocinador de grandes eventos nacionais através da Oi e Oi Futuro, ele abriu uma das portas mais importantes para o voo a vela nacional. A idéia do projeto partiu de Sérgio Lins Andrade, proprietário da empresa de telecomunicações OI - que é piloto de planador - e pelo motivo do Brasil ser um dos países no mundo com mais condições para voo com esse equipamento. Numa parceria com o Ministério dos Esportes, e com ajuda de outros empresários conseguiu viabilizar vários projetos como o Voa SP, Projeto Santos Dumont e inclusive a renovação da frota dos aeroclubes. No total foram três projetos:

  • Projeto Santos Dumont, através da lei de incentivo ao esporte/Ministério dos Esportes;
  • Planador Brasil 2010: aquisição de biplaces, pela lei de incentivo ao esporte/Ministério dos Esportes;
  • Projeto Voa Planador São Paulo, pela lei paulista de incentivo ao esporte/Secretaria da Fazenda de SP.

 

Parabéns Sérgio pela sua visão e ajuda ao Voo a Vela Brasileiro!

 

Sérgio Andrade voando em seu planador nos céus de LEM


Os resultados da Prova Sérgio Andrade são:

 

Pódio da Prova Sergio Andrade Classe Open

 

Pódio da Prova Sergio Andrade Classe Olímpica

 

Pódio da Prova Sergio Andrade Classe Racing

 

 

Valéria Caselato
Milton Soares, depoimento sobre Sérgio Lins Andrade

 

 

Sexta Prova - Humberto Santa Cruz (Etapa Final)

O homenageado da sexta prova desta etapa é o prefeito de Luis Eduardo Magalhães, o Sr. Humberto Santa Cruz.

 

Prefeito Humberto Santa Cruz

 

Filho de Humberto Santa Cruz e Maria Amélia Uchôa Santa Cruz, Humberto Santa Cruz Filho nasceu em Maceió no estado de Alagoas no dia três de maio de 1950. Aos cinco anos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Estudou desde o ensino fundamental até completar a graduação de Engenharia Civil, na Escola de Engenharia do Rio de Janeiro, Universidade Gama Filho.

Sua vida profissional também teve início no Rio, em 1974, no Grupo Santa Isabel.

A grande mudança na carreira de Humberto Santa Cruz se deu dez anos depois, em 1984, quando deixou o Rio de Janeiro e se mudou para o município de Barreiras, no oeste da Bahia, onde, desde 1979 era sócio do grupo Agronol Agro Industrial S.A. A partir de então, a formação em Engenharia Civil fica restrita ao diploma, estabelecendo-se no agronegócio o centro das atividades do empresário.

Casado há 33 anos com a médica Maira de Andrada Santa Cruz, e pai de três filhas, Maria, Mariana e Andrea, Humberto Santa Cruz ganhou notabilidade pela competência com que administra suas empresas, assim como pela habilidade para o diálogo entre os diversos setores envolvidos com o agronegócio regional.

Estas características somadas à defesa veemente dos interesses econômicos do setor produtivo no oeste da Bahia foram a marca da sua gestão como presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade que presidiu por 18 anos.

Assim como a Agronol, a Aiba tornou-se parte integrante do sobrenome de Santa Cruz. A Aiba foi a primeira expressão sólida de organização classista no oeste da Bahia e a sua existência não pode ser dissociada da história do desenvolvimento local. O nome de Humberto Santa Cruz Filho faz parte dessas duas histórias.

Em 2008 o empresário Humberto Santa Cruz assumiu um novo desafio: a política. Eleito prefeito de Luís Eduardo Magalhães, passou a se dedicar a administração pública municipal. A aceitação da população foi tanta que em 2012 foi reeleito prefeito. No início de 2013 é eleito por unanimidade presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia (Umob), e vice-presidente da União dos Prefeitos da Bahia (UPB).

O Pref. Humberto tem contribuído com o voo a vela, incentivando a realização de campeonatos nacionais em LEM, assim como no futuro, a realização de um campeonato mundial nesta cidade.

 

Prefeito Humberto Santa Cruz ladeado pelo presidente da FBVV e pilotos participantes do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores

 

Os resultados da Prova Pref. Humberto são:

 

Grid de largada

 

Vista aérea do grid

 

Pouso do Braucilio Foganholo do Aeroclube de Marília após a Prova Pref. Humberto 

 

Pódio da Prova Pref. Humberto Classe Olímpica

 

Pódio da Prova Pref. Humberto Classe Racing

 

 

Valéria Caselato
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de LEM

 

 

Quinta Prova - João Antonio Franciosi (Etapa Final)

O homenageado da quinta prova da Etapa Final é João Antonio Franciosi.

João Antonio Franciosi é produtor de algodão e soja, natural de Casca, RS, que se instalou há 22 anos em Luis Eduardo Magalhães, Ba. Agricultor de profissão e aventureiro por vocação, o cotonicultor João Antonio Franciosi, do município de Luiz Eduardo Magalhães (BA), é um sujeito que gosta de desafios. Comprou uma fazenda onde nem eletricidade havia. Passados mais de 20 anos, trabalha duro com dois irmãos para cuidar do negócio da família: um grupo de fazendas que somam 26 mil hectares divididos entre soja e algodão. Para não perder tempo na locomoção entre as lavouras, em vez dos buracos das estradas, prefere a turbulência dos céus.

 

João Antonio Franciosi

 

Franciosi vai de uma fazenda para outra dentro de seu próprio avião – e, além de tudo, pilotando a aeronave. Por ano, tira apenas 15 dias de férias, quando embarca em alguma aventura, sempre em alta velocidade. E, nesse caso, quanto mais esburacada a estrada, melhor. No começo a diversão acontecia dentro da gaiola de um autocross, espécie de bugue modificado para encarar trilhas com muita lama. Participou de corridas, vencendo provas e campeonatos. Mas, quando tudo parecia tranqüilo, já no ano passado, Franciosi decidiu participar da maior prova fora-de-estrada da América Latina: o Rally dos Sertões. Em número de participantes, é a terceira do mundo e percorre os seis Estados – Bahia, Goiás, Sergipe, Tocantins, Maranhão e Piauí –, em cinco mil quilômetros de estrada, ao longo de nove dias. E o melhor da história: Franciosi ganhou a competição logo na estréia, ao lado do amigo e navegador Rafael Capoani.

 

 

Franciosi apoiou o 55º Campeonato Brasileiro de Planadores em Luis Eduardo Magalhães, disponibilizando toda a infra-estrutura necessária para a realização desta evento nacional.

Os resultados da Prova Franciosi são:

 

Pódio da Prova Franciosi Classe Open

 

Pódio da Prova Franciosi Classe Racing

 

Valéria Caselato

 

 

Quarta Prova - Francisco Leme Galvão (Etapa Final)

O homenageado da quarta prova da Etapa Final é Francisco Leme Galvão. Piloto de planador desde 1959 tem brevê C de ouro com 1 diamante, e é instrutor de planador no CVV-CTA.

Em campeonatos mundiais foi equipe de George Münch no Campeonato Mundial em 1970 em Marfa, Texas USA. E chefe de delegação da equipe brasileira no Campeonato Mundial de 1974 em Vrsacs, Yugoslávia.

Em campeonatos nacionais competiu muitas vezes tendo sido vice-campeão da classe B (Olímpica) em Formosa e tem sido meteorologista ad–hoc nos últimos 5 anos.

Foi presidente da ABVV (atual FBVV) em 1992, tendo realizado o primeiro e o segundo campeonato de planadores em Bebedouro.

 

Francisco Leme Galvão

 

Apresentou trabalhos em 7 Congressos da OSTIV (“Organization Scientifique et Technique du Vol a Voile”) que é realizado junto com os campeonatos mundiais, ressaltando-se entre eles:

  • “Note on Glider Fuselage Design” usado pelo Eng. Waibel da A. Schleicher no projeto da fuselagem dos planadores ASW 17, 20 e 22.
  • “Nature and Glider Design”, que deve ter inspirado o projeto do planador americano “Genesis”.
  • Note on Airfoil Design que foi usado pelo Dimas no projeto do perfil de asa do Nhapecan.
  • Note on Soaring Climatology correlacionando índices de evaporação a regiões favoráveis ao voo a vela, que levou a mudança dos campeonatos brasileiros do verão para a primavera.
  • Note on Electric Sailplane apresentado em 2012 no Congresso da OSTIV em Uvalde, Texas.

Ajudou a aperfeiçoar o sistema brasileiro de handicap e elaborou os primeiros programas do mesmo para máquinas eletrônicas e computadores.

Projetou a versão GB-2 do KW-1Quero Quero com planeio de 1:32

Mais informações e causos em seu livro: Vivências Aeronáuticas, no site www.clubedeautores.com.br.

 


Causos do Francisco Galvão:

ABVV é o Alfa Uno... Prossiga Alfa Uno.. Alfa Uno 10 minutos fora; É a mensagem do piloto de mais um planador, iniciando o seu planeio final, numa competição de vôo a vela. Planeio este, que muitas vezes, dependendo das condições meteorológicas, é iniciado a mais de 40 Km de distância da pista de chegada, sem que esta seja sequer visível no horizonte!
Antes da "era GPS", era proibido o uso de auxílios eletrônicos à navegação em competições, o que tornava esta fase do vôo, uma das mais emocionantes, exigindo do piloto cálculos precisos para a obtenção do tempo mínimo de vôo, ou quando não, simplesmente chegar ao objetivo...

Diferentemente de um avião, onde se navega praticamente com rumo e altitude constantes, num planador a rota mais rápida é um zig-zag passando sob os melhores cúmulos, ou sobre os pontos do solo mais favoráveis ao aquecimento solar. A altitude de vôo é também variável o que dificulta a estimativa do efeito do vento, ampliado pêlos períodos de subida em círculos, nas térmicas.

As vezes, com o sol de frente, bruma, e a sombra de nuvens cobrindo o aeródromo de destino, mesmo com este a apenas 10 km na proa, nada se vê, o altímetro marcando 450 m e caindo e ...nada,... haja confiança nos cálculos.

Em 78, eu competia em Bauru voando um Urupema, planador em que o piloto voa deitado de costas (numa acrobacia a referencia são os seus pés!) e cujas dimensões da cabine fazem com que o simples ato de abrir para leitura um mapa, mal dobrado previamente, se torne uma proeza impensável.

Gripado, meio febril e um tanto quanto perdido em minha navegação depois de um vôo bastante difícil, fiquei girando num "zerinho" (térmica fraca de 0,5 m/s) a 1800 m, criando coragem para iniciar o planeio final pois os cálculos indicavam que Bauru estava ao alcance mas... invisível.

Foi quando vi o SB-5 (planador com menor planeio e mais lento que o Urupema) voando reto a uns 150 m abaixo, e numa direção distinta de 15 graus da que eu pretendia seguir.

Sabia que o piloto do SB-5 era o multi-campeão Cláudio Junqueira, e não tive dúvidas: Desavergonhadamente, segui-o, abrindo um pouco o freio de tempos em tempos para não ultrapassa-lo, e mantendo-me a uns 100 m atras de sua cauda para não perde-lo de vista Voei assim cegamente, até que não só a cidade mas também o aeroporto se esparramaram enormes em torno do nariz do Urupema, ou seja, de meus pés.

No nacional de 83, também voando Urupema, estava sobre Agudos distante apenas 16 Km do aeroporto de Bauru, mas entre eu e meu objetivo havia uma sólida cortina de chuva.

Com a informação obtida pelo radio, que na pista não chovia, subi numa ascendente encontrada sob a base escura da nuvem até 1200 m, o dobro da altura necessária em condições normais e estiquei a 120 km/h de encontro à parede liquida.
O mundo e eu viemos abaixo.

Escureceu, que mal dava para ver a bússola (se fazendo de horizonte) e o altímetro desenrolando. Um barulho de catarata do Iguaçu. Até que, finalmente a luminosidade foi aumentando e saí da chuva, com sol, mas a 200 m.

Altura suficiente para sobrevoar a renomada "casa da Heni" (deu até para ver as "moças" na piscina) e pousar direto nos primeiros 100 metros da pista! As mãos tremiam ao apanhar o microfone para chamar a equipe, pelo radio pois não me tinham visto pousar.

Hoje graças a permissão do uso desta pequena maravilha da tecnologia espacial, o GPS, a única emoção da fase de planeio final é a de puro "relax". A satisfação da tarefa completada. após a batalha, sempre a procura das melhores térmicas ao longo da rota, mas agora sabendo exatamente, aonde se esta.

ABVV, Alfa Uno a 5 minutos fora. A vontade é de completar gritando Uahhh !!!! 4 minutos depois os espectadores na pista já podem vislumbrar 10 graus acima do horizonte como que um pequeno cometa branco. Aos poucos o cometa vai tomando forma e se pode distinguir um planador com seu lastro de água sendo alijado formando uma longa esteira branca contra o fundo azul do céu vespertino.

"Shshshshshshshshshshshshshsh."

Com o ponteiro do velocímetro no final do arco verde, o piloto cruza a 75 m acima da faixa de chegada e num gracioso "pull off" entra na perna do vento, confirma trem em baixo travado para o controle da ABVV e pousa encerrando um vôo de 240 Km e a luta contra o relógio iniciada 2,5 horas antes.

Agora é estaquear a máquina, entregar o filme e a ficha de prova na secretaria, e ir com a equipe calcular os pontos, assistir ao pouso dos retardatários, e repor os litros de água transpirados durante o vôo com... cerveja.

Este é o epílogo normal de 90% dos vôos numa competição de vôo a vela.

E os 10% restantes? Ah..estes 10% são aqueles vôos com pousos fora de pista, ou como dizem na França onde os pastos não tem cupim, é preciso literalmente "aller aux vaches" (juntar-se as vacas).

Pois é, por mais emoções que tragam as provas completadas, é muitas vezes nestes 10% restantes que residem as emoções mais marcantes de uma competição ou de um vôo de navegação em planador. Nos meus 36 anos de vôo a vela, participei de 16 campeonatos nacionais e de outras tantas competições regionais acumulando uns 2000 vôos dos quais uns 300 de navegações em planador.

No entanto, foram pouquíssimas as navegações completadas que ficaram na minha memória: Por exemplo aquele triângulo de 300 Km, Pirassununga/ Matão/ Ribeirão Preto/ Pirassununga, voados em pouco mais de 3 horas, em um "Jantar" lastreado com 150 l. de água, com as bases das nuvens a 3000 m e subidas em térmicas de 3 a 5 m/s, demarcadas por colunas de poeira. Um vôo simplesmente orgástico!

 

Os resultados da Prova Galvão são:

 

Pódio Prova Galvão Classe Olímpica

 

 

Pódio da Prova Galvão Classe Racing

 


Valéria Caselato
Francisco Leme Galvão 

 

Terceira Prova - Hans Widmer (Etapa Final)

O homenageado da terceira prova da Etapa Final é Hans Widmer.

Quando Hendrich Kurt chegou em Bauru, ficou entusiasmado com o clima altamente convidativo para a prática do voo a vela, uma modalidade de treinamento militar originária de seu país, a Alemanha. Apoiado pelos entusiastas locais, Kurt escreveu para o cunhado, o projetista suíço, Hans Widmer para que viesse a Bauru auxiliá-lo no projeto de fazer da cidade um pólo do Voo a Vela.

Juntos, Kurt e Widmer começaram a fabricar planadores. Inicialmente, os pequenos planadores eram rebocados por um automóvel, como verdadeiras pipas gigantes. Pouco tempo depois, os planadores de madeira e lona passaram a ser conduzidos aos céus por pequenos aviões monomotores, sendo soltos em voo livre a uma altura de cerca de 500 metros do solo.

Em 1944, sob a orientação de Kurt Hendrich, execução de Matheus Avallone Sobrinho e projeto de Hans Widmer, foi construído o planador Flamingo (HW-4). Considerado uma obra de arte por todo o mundo, esse projeto foi tão importante para o Aeroclube que suas informações estão em vários livros editados como o de Martin Simons (Segelflugzeuge 1945 – 1965 páginas 25 e 26) impresso pela Editora EQIP Werbung & Verlag GmbH em 2002. Com ele foram vencidos vários campeonatos brasileiros de vôo a vela. O primeiro vôo aconteceu em 1945 obtendo grandes resultados.

 


Primeiro vôo do planador Flamingo – 1945
Fonte: Arquivo pessoal - Prof. Dr. João Alexandre Widmer

 


Hans Widmer, projetista do Flamingo – 1945
Fonte: Arquivo pessoal - Prof. Dr. João Alexandre Widmer

 

No início da década de 1950 o Aeroclube de Bauru recebeu um planador dos Estados Unidos. Foi o modelo LK-10 Leister Kauffman. Inicialmente era um modelo “monoplace” (apenas um lugar), mas com a necessidade de outros planadores de instrução, foi convertido para “bi-place” (dois lugares). Os cálculos foram realizados por Kurt Hendrich e Hans Widmer e a execução do projeto de alteração por Matheus Avallone Sobrinho. O resultado foi tão bom que outros Aeroclubes do mundo que possuem esse modelo sempre mencionam a atualização como a melhor realizada em todo o mundo.

 


Leister-Kauffman

 


Matéria da revista Sailplane & Gliding Magazine - planador Colibri (Elfe-1) construído por Hans Widmer em sua casa em São Paulo – II Campeonato Brasileiro de 1955

 

Hans Widmer muito contribuiu para a propagação do voo a vela no Brasil, é pai de João Alexandre Widmer, o “Batata”, muitas vezes campeão em Campeonatos Brasileiros de Voo a Vela.

Os resultados da Prova Hans Widmer são:

 

Pódio Prova Hans Widmer Classe Olímpica

 

Pódio da Prova Hans Widmer Classe Racing

 

 

Valéria Caselato
Elson Avallone, que gentilmente cedeu “História de Matheus Avallone Sobrinho”, onde foi retirado as informações sobre Hans Widmer.
Aeroclube de Bauru: www.aeroclubebauru.com.br

 

 

 

Segunda Prova - Cláudio Junqueira (Etapa Final)

O segundo homenageado do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores Etapa Final é Cláudio Affonso Junqueira.

Cláudio Junqueira é engenheiro aeronáutico, e foi funcionário da VARIG S/A. Iniciou no voo a vela quando estudava no ITA na década de 50, no CVV-CTA, e depois transferiu-se para o Aeroclube de Bauru.

 

 

Participou de campeonatos nacionais e internacionais, sendo que o primeiro campeonato internacional foi em Colonia na Alemanha em 1960, junto com George Münch, ficando na 17ª colocação.

Os campeonatos nacionais que Junqueira foi campeão foram:

  • 1960 – Bauru 7º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: OLYMPIA
  • 1966 – Bauru 9º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: BN-1
  • 1973 – Bauru 15º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: SB-5
  • 1975 – Passo Fundo 17º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: SB-5
  • 1979 – Bauru 21º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: SB-5
  • 1981 – Bauru 23º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: SB-5
  • 1984 – Palmeira das Missões 26º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: LIBELLE 201B
  • 1985 – Pirassununga 27º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: LIBELLE 201B
  • 1986 – Bauru 28º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: SB-5
  • 1990 – Tatuí 32º Campeonato Nacional de Voo a Vela – Classe Aberta, Planador: DISCUS B

Em 2006 Cláudio Junqueira, junto com Henrique Navarro e Alexandre Segalla bateram o recorde nacional de distância em planadores até aquela data, voando sobre as regiões de Bauru, Araçatuba e São Manuel, em um vôo de 550 km.

Segue relato do vôo: "O dia térmico (aproveitável para o vôo) realmente começou muito cedo, e demos a largada as 12:00 hrs. O vôo foi difícil no começo, seguindo em direção a Araçatuba o vento era de frente e as nuvens estavam baixas. A partir de Lins encontramos forte sombreamento por conta de um CBs (cumulonimbus) que ameaçou desaguar desde o meio dia e fazia o controle de Araçatuba emitir alertas. Depois com vento de cauda para São Manuel foi mais fácil atravessar outros sombreamentos, e a base das nuvens já mais alta no final do dia - 2.300 metros - permitiu completar a prova atravessando os buracos azuis (sem nuvens) que apareciam no céu indicando o fim do dia térmico. Foi um belo vôo, e um bom treinamento para o Campeonato Brasileiro que ocorrerá este mês."

 

Alexandre Segalla, Cláudio Junqueira e Henrique Navarro

 

Cláudio Junqueira esta presente no 55º Campeonato Brasileiro de Planadores Etapa Final, como convidado.

Os resultados da Prova Junqueira são:

 

Grid de decolagem

 

Grid de decolagem

 

Reboque Planador - LEM

 

Pôr do sol em LEM

 

Cláudio Junqueira

 

 

Pódio da Prova Claudio Junqueira Classe Racing

 

 

Valeria Caselato
Marcos Junqueira, depoimento sobre Cláudio Junqueira
Aeroclube de Bauru: www.aeroclubebauru.com.br

 

 

Primeira Prova - Carlos Alberto Lorenzini (Etapa Final)

LEM 06 a 12/10/2013

Inicia-se a Etapa Final, na qual serão homenageados as seguintes personalidades, que contribuíram com o esporte:

Prova 1 - Carlos Alberto Lorenzini
Prova 2 - Cláudio Junqueira
Prova 3 - Hans Widmer
Prova 4 – Francisco Leme Galvão
Prova 5 - Antonio Franciosi
Prova 6 - Prefeito Humberto Santa Cruz
Prova 7 - Sérgio Andrade


Prova Lorenzini

Carlos Alberto Lorenzini iniciou a sua carreira profissional, quando ingressou na Academia de Formação de Especialistas do Ar – Epcar em Barbacena. “Lorenzini” era oficial aviador (reformado) da FAB (AFA/73). Como aerodesportista, foi Piloto e Checador em planadores e participava de competições de voo à vela. Nos anos 80 ele começou a competir em Campeonatos de Planadores pelo CVV-AFA, participando em campeonatos nacionais e internacionais, e depois com sua tranferência para a Base Aérea de Anápolis, ingressou no Aeroclube de Brasileira e posteriormente o Aeroclube do Planalto Central, em Formosa/GO. Lorenzini conquistou vários títulos no Brasil e no exterior. Na vida civil, exercia função privada empresarial (equipamentos p/ construções), em Brasília.

Nos anos 80 ele começou a competir em Campeonatos de Planadores pelo CVV-AFA, participando em campeonatos nacionais e internacionais.

Sua característica marcante era alcançar records e insígnias, e provavelmente ele foi o melhor piloto militar do vôo a vela, trabalhou muito pelo vôo a vela, sendo presidente da FBVV, inspiração para muitos pilotos e e incentivo para muitos que iniciaram no esporte.

Como dirigente de entidade(s) aerodesportivas foi, entre outras, Presidente da FBVV- Fed. Brasileira de Vôo a Vela e por 2 mandatos consecutivos (2.005 a 2.009) e presidente da CAB – Comissão de Aerodesporto Brasileira.

Na CAB, ele promoveu a reorganização física e estatutária da Entidade e comandou por 4 anos a substituição da representação do Brasil junto a FAI. Reuniu e re-aproximou as entidades Membro entorno deste objetivo comum, conquistado em Out/2.009 (CAB - NAC/Brasil). Representou o aerodesporto nacional no Conselho Consultivo da ANAC desde sua criação e mesmo após o término de seu mandato, continuou a emprestar seu prestígio à todas as iniciativas da CAB, participando e colaborando com a nova Diretoria.

Seu nome será sempre lembrado com respeito e reconhecimento, em nosso meio aerodesportivo.

 

Lorenzini em participação no Campeonato Brasileiro de Planadores


Os resultados da Prova Lorenzini são:

 

Pódio Prova Lorenzini Classe Olímpica

 

 

Pódio da Prova Lorenzini Classe Open

 

Pódio da Prova Lorenzini Classe Racing

 

 

Valéria Caselato
Fabiano Almeida, depoimento sobre Carlos Alberto Lorenzini
Comissão de Aerodesporto Brasileiro: http://www.cab.org.br

 

 

Cerimônia de Encerramento

55º Campeonato Brasileiro de Planadores Etapa Centro-Oeste
LEM 29/09 a 05/10/2013

A Etapa Centro-Oeste encerrou-se na última sexta-feira, com a realização da Prova Kurt.

A cerimônia de encerramento realizou-se no Auditório do Hotel Solar Rio das Pedras, com a presença de todos os participantes e com a presença do Sr. Prefeito Humberto Santa Cruz, da cidade de Luis Eduardo Magalhães, onde se realiza o evento.

Inicialmente o Presidente da FBVV, Sr. Antoniebi Torres, agradeceu a presença de todos e o envolvimento na realização do campeonato, assim como o desempenho dos pilotos participantes. Mencionou sobre os projetos realizados pela FBVV com a parceria do Ministério dos Esportes, Oi, Governo do Estado de São Paulo. Em seguida convidou para se apresentarem os alunos e pilotos que participaram destes projetos e que estavam presentes no 55º Campeonato Brasileiro de Planadores.

Na abertura, o Sr. Prefeito Humberto Santa Cruz deu as boas-vindas a todos os participantes, e declarou que LEM estará aberta para os próximos campeonatos nacionais e tem condições de sediar um Campeonato Mundial. Com os esforços da Prefeitura Municipal de LEM, na figura do Sr. Prefeito Humberto Santa Cruz, e com a FBVV, juntos trabalhando para que este projeto se concretize e que LEM possa sediar o Campeonato Mundial em 2016.

Em seguida, ocorreu a premiação dos ganhadores do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores Etapa Centro-Oeste. Na classificação geral, os ganhadores foram:

  • Classe Open: 1º lugar Henrique Navarro (Aeroclube de Bauru), 2º lugar (Claudio Schmidt (Aeroclube de Rio Claro), e 3º lugar Guilherme Purnhagen (Aeroclube de Rio do Sul).
  • Classe Racing: 1º lugar Luis Roberto Formiga (Aeroclube de Tatuí), 2º lugar Fábio Pimenta (Aeroclube Politécnico de Planadores – Jundiaí), e 3º lugar Celso Vilarinho (CVV-AFA).
  • Classe Olímpica: 1º lugar Sérgio Bassi (CVV-CTA), 2º lugar Luis Augusto Valença (Aeroclube Politécnico de Planadores – Jundiaí), e 3º lugar Braucílio Foganholo (Aeroclube de Marília).

 

Abertura da Etapa Final

 

Alunos e Pilotos Bolsistas dos Projetos Voa SP e Santos Dumont

 

Pódio da Classe Olímpica - Etapa Centro-Oeste

 

Pódio da Classe Open - Etapa Centro-Oeste

 

Pódio da Classe Racing - Etapa Centro-Oeste

 

Pref. Humberto ladeado pelo Presidente da FBVV, Sr. Antoniebe Torres e pilotos

 

Prefeito Humberto Santa Cruz na Abertura da Etapa Final

 

Presidente da FBVV na Abertura da Etapa Final

 

 

 

Resultados da Prova Kurt

Encerrou-se na sexta a última prova do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores Etapa Centro-Oeste: Prova Hendrich Kurt.

Os vencedores desta prova, na Classe Open, foram em 1ºlugar Henrique Navarro (Aeroclube de Bauru), 2º lugar Egon Rehn (Aeroclube do Planalto Central) e 3º lugar Cláudio Schmidt (Aeroclube de Rio Claro).

Os vencedores na Classe Racing foram em 1º lugar Celso Vilarinho (CVV-AFA), 2º lugar Fábio Pimenta (Aeroclube Politécnico de Planadores Jundiaí) e em 3º lugar Luis Roberto Formiga (Aeroclube de Tatuí).

Os vencedores da Classe Olímpica foram e 1º lugar Sérgio Bassi (CVV-CTA), 2º lugar Luis Augusto Valença (Aeroclube Politécnico de Planadores Jundiaí), e 3º lugar Carlos Eduardo Hoyo (Aeroclube de Marília).

Veja os resultados!

 

 

Notícias de LEM 04/09/2013

55⁰ Campeonato Nacional de Vôo a Vela / Etapa Centro-Oeste.

A sexta e última prova desta etapa, homenageia Hendrich Kurt. Na década de 40, Hendrich Kurt, um jovem alemão, fugia da Segunda Guerra Mundial.

O sensível músico e talentoso artesão, que também era mecânico de alta precisão, detestava a guerra e por um desses iluminados lapsos do destino, acabou se refugiando na sossegada capital da Terra Branca, no exato instante em que os entusiastas locais da aviação acabavam de inaugurar um Aeroclube na cidade. Aqui chegando, Kurt ficou entusiasmado com o clima altamente convidativo para a prática do voo a vela, uma modalidade de treinamento militar originária de seu país, a Alemanha.

 

Kurt quando chegou ao Brasil

A regularidade da topografia de Bauru e o clima, ensolarado e quente na maior parte do ano, encantaram o jovem apaixonado pela navegação aérea que em 1942 fincou residência em território bauruense, daqui não saindo nunca mais. Os profundos conhecimentos de Kurt na prática do vôo sem motor sensibilizaram os fundadores do aeroclube que, na ocasião, estruturavam a escola de pilotos. O alemão, que foi personagem inesquecível de histórias curiosíssimas do Aeroclube de Bauru, chegou no mês de julho, tendo em sua bagagem as plantas de construção de um planador Zoegling e um passaporte suíço.

Apoiado pelos entusiastas locais, Kurt escreveu para o cunhado, o projetista suíço, Hans Widmer para que viesse a Bauru auxiliá-lo no projeto de fazer da cidade um pólo do Voo a Vela.
Juntos, Kurt e Widmer começaram a fabricar planadores. Inicialmente, os pequenos planadores eram rebocados por um automóvel, como verdadeiras pipas gigantes. Pouco tempo depois, os planadores de madeira e lona passaram a ser conduzidos aos céus por pequenos aviões monomotores, sendo soltos em vôo livre a uma altura de cerca de 500 metros do solo.

 

Kurt no “Canguru”

 

Em 1942, Hendrich Kurt construiu nas oficinas do Aeroclube de Bauru o Zoegling, um planador de desenho alemão, batizado de “Arildo Soares” em homenagem a um entusiasta bauruense da aviação e tesoureiro do Aeroclube de Bauru na época. Idêntico em forma e dimensão ao modelo original, Kurt utilizou apenas material nacional na sua confecção. Esse planador tinha asa alta e não possuía cabine – o piloto ia ao ar livre – era rebocado por camioneta, decolava entre 50 e 60 km/h e conseguia atingir velocidades de 80 km/hora. Seu primeiro vôo foi realizado em 5 de setembro de 1942. O planador recebeu o apelido de “canguru” e fez uma carreira memorável nos céus de Bauru.

Com a fábrica montada nas oficinas do Aeroclube de Bauru, logo iniciou-se o aprendizado da modalidade. A primeira turma de alunos da Escola de Planadores, constituída de 48 pilotos, formou-se em 1942.

A novidade espalhou-se muito rapidamente pela América Latina e em 1945 um grupo de bolivianos da Escola de Aeronáutica de La Paz – Bolívia, veio a Bauru especialmente para realizar o famoso “Curso de Planador”.

Um ano antes, em 1944, foi construído no Aeroclube de Bauru, sob a orientação de Hendrich Kurt e Hans Widmer, o planador “Flamingo”.

O planador “Spalinger”, que é hoje ainda considerado uma obra de arte e uma raridade, ainda voa nos céus de Bauru e foi construído nas oficinas do Aeroclube de Bauru, no ano de 1953, de acordo com o projeto original de Jakob Spalinger, sob a orientação de Kurt.

Hendrich Kurt era um homem simples, duro e de compleição robusta, forte, com seu coração maior do que o próprio corpo, e criou um dos mais competentes centros de formação de pilotos volovelistas do país, atraindo legiões de jovens que, mais tarde, participaram e viveram verdadeiras histórias na aviação brasileira, seja no ar, no espaço, ou na indústria aeronáutica.

Para manter viva a memória do nosso eterno paraninfo, o Aeroclube de Bauru realiza, anualmente, a Prova Kurt – uma competição de Vôo a Vela que reúne dezenas de competidores, todo início de temporada, na cidade de Bauru.

Valéria Caselato falando sobre Hendrich Kurt

 

Pódio da Classe Open da Prova Kurt

 

 Pódio da Classe Racing da Prova Kurt

 


Pódio da Classe Olímpica da Prova Kurt

 

Valéria Caselato

Aeroclube de Bauru
Ozires Silva: “A Decolagem de um Grande Sonho"

 

 

Notícias de LEM 03/10/2013

55º Campeonato Nacional de Vôo a Vela / Etapa Centro-Oeste

Homenageado do dia 03 de Outubro do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores é o George Münch.

 

Em 1960 George Münch conquista o 2º lugar no Mundial da Alemanha, voando um planador Ka-6B, na classe standard. É o ápice da carreira de piloto que começou numa manhã de março de 1934 quando seu pai o sentou no Grunau-Baby da Hanna Reitsch no Campo de Marte. Para a maioria dos presentes aquilo se parecia com uma criança de dez anos brincando inocentemente de piloto, mas não era bem assim. Naqueles instantes o garotinho descobriu que não queria ficar só na brincadeira. Começou a voar aos dezesseis anos, brevetou-se, tornou-se instrutor, recordista e campeão brasileiro, tendo representado o país em diversas competições internacionais.

 

George Münch à direita no pódio do Campeonato Mundial de 1960, em Colone, Alemanha

Segundo relato de Ekki Schubert: “George Münch era um volovelista apaixonado, dos velhos tempos. E como tal, um grande brincalhão. Eu o conheci pouco, mas o suficiente para lembrar dele muitas vezes.

Estávamos, nos idos da década de 50, num acampamento em Iporanga, uma praia na ilha do Guarujá pertencente, na época, à família Villares.

Foram lá as turmas do CPP (atual APP, de Jundiaí e ao qual eu pertencia) e do CVV-CTA, ao qual o George pertencia. Estávamos todos acampados, em barracas, naquela garoa fina típica de qualquer acampamento de vôo a vela.

Eu também estava lá, todo orgulhoso, comodamente instalado na minha barraca nova na qual eu dormia num agradável colchão de ar (novidade na época!). Um belo dia dirijo-me para a barraca, decerto porque chovia, e...sacanagem!.. no lugar do meu belo e agradável colchão de ar encontrei a barraca cheia de capim, até o teto! Xinguei bastante, coisa que naquela época eu sabia fazer bem melhor do que hoje, prometi achar o autor sem vergonha desta vilania para me vingar à altura do malfeito.

Indo de barraca em barraca, indagando energicamente cada ocupante quanto à autoria desta falta de respeito, encontrei o "Herr Münch", como eu o chamava respeitosamente naquela época, dormindo, tranqüilamente, em sua barraca. Sono muitíssimo tranqüilo, por sinal, pois debaixo dele consegui ver o MEU colchão de ar!

Claro que eu não poderia faltar com o respeito ao digníssimo senhor e, após alguns instantes de surpresa e confusão, eu disse:

"Herr Münch, será que este colchão, sobre o qual o Sr. está deitado, não seria, por acaso, o meu?"

Muito surpreso o George olhou para o colchão e exclamou: "Mas quem colocou este colchão aqui?!?!"

Depois dessa passei a chamar o "Herr Münch" de George.”

 

Pontuaçao do 8º Campeonato Mundial de Vôo a Vela, em 1960

 

Além da segunda colocação no Mundial de Vôo a Vela na Alemanha, Geoge Münch foi campeão nos seguintes Campeonatos Brasileiros de Vôo a Vela:

  • 1954: em Ribeirão Preto;
  • 1955: em Bauru;
  • 1957: em São José dos Campos;
  • 1964: em São José dos Campos;
  • 1972: em Ribeirão Preto.

Um dos feitos que George Münch realizou foi o vôo de distância livre entre Bauru e Santos, em um planador BN-1, tendo que atravessar São Paulo e a Serra do Mar, e pousou na praia. A escolha da cidade de Santos, foi somente pelo motivo que sua esposa estava lá.

 

Piloto George Münch após o seu vôo até Santos

 

George Münch, até o momento, é o detentor do recorde de altura absoluta atingida em território brasileiro, voando em onda estacionária sobre a Serra da Mantiqueira, sem oxigênio, na década de 50.

E os ganhadores de cada etapa da Prova George Münch foram:

 

Francisco Galvão falando sobre George Münch

 

Grid largada 1

 

Grid largada 2

 

Grid largada 3

 

Pódio Classe Racing - Prova George Münch

 

Pódio Classe Olímpica - Prova George Münch

 

Pódio Classe Open - Prova George Münch

 


Valéria Caselato
Ekki Schubert e Claudio Junqueira, depoimento sobre George Münch
Marcelo Torretta: "Asas da Conquista"
José Marmontel: http://www.ussoaringteam.org/adobe%20pdf/1960%20WGC.pdf

 

 

Notícias de LEM 02/10/2013

55º Campeonato Nacional de Vôo a Vela / Etapa Centro-Oeste

A quarta prova homenageia Zdenek Peter Vaclav Volf. Peter Volf nasceu na pequena cidade de Klatovy, na antiga Checoslováquia, o “Seu Peter”, como é conhecido, sempre se caracterizou pela sua férrea força de vontade, e amor pelo vôo à vela. Em 1945, com apenas 15 anos, já pilotava solo um planador primário, que mais parecia um pterodáctilo. Nos anos seguintes, durante o pós-guerra, foi obtendo todas as insígnias possíveis no esporte:

  • Brevet C de Prata: 5 horas ininterruptas de permanência, mil metros de ganho de altura e navegar a 50 Km ou mais do ponto de decolagem.
  • Brevet C de Ouro: 3 mil metros de ganho, e navegar 300 Km, sem pousos intermediários.
  • Em 1950, conseguiu seu primeiro diamante, obtendo um ganho de 6.900 m (23.000 pés), batendo o recorde da CSR. Considerando a idade de apenas 20 anos, este era um feito inédito, pois apenas pilotos muito experientes figuravam entre os recordistas.
  • Não satisfeito com isto, obteve seu segundo diamante, percorrendo uma distância pré-fixada de 300 Km.

Nessa época, com a Guerra Fria, o regime comunista controlava o país. Quem queria voar, tinha de se submeter aos militares. Ao mesmo tempo em que era admirado e invejado por todos, Peter tinha o prazer de infernizar a vida de todos aqueles que eram dedicados ao regime. Após várias vitórias em campeonatos locais e europeus, era primeiro colocado no Ranking de pilotos da CSR. Fazia questão de voar um planador de fabricação alemã.

Dizem amigos da época, que em um campeonato, após todos os pilotos da equipe tcheca pousarem, sem cumprir os objetivos, só faltava o Peter. Na sala de briefing, de costas para a janela, o chefe vociferava contra seu melhor piloto, chamando-o de indisciplinado, reacionário, incompetente, que devia ter sofrido um acidente... Neste instante, com o assobio característico dos planadores em alta velocidade, passa o Peter num rasante, executa dois loopings e pousa, ganhando mais uma vez o primeiro lugar.

Apesar do ódio dos militantes do partido comunista, como primeiro colocado no ranking de 1951 a 1954, Peter fazia parte da equipe Tcheca em navegação e acrobacia, vencendo os campeonatos nacionais ano após ano. Ao vencer o Campeonato Europeu de 1954, os militantes fizeram um filme, em homenagem ao fato, com o nome “ASAS VITORIOSAS’. Após bater o recorde de distância livre (437 Km), nosso herói achou que seu tempo de cortina de ferro tinha se esgotado.

Numa fria manhã de outono, quase no inverno, um tapete de nuvens baixas e pesadas impossibilitava o vôo. Peter estava no aeroporto de Zandrov, trabalhando como encarregado.

Ordenou a um mecânico que instalasse um horizonte artificial num pequeno Teco-teco, equivalente a um Paulistinha. Como não podia deixar de ser, após fazer o serviço, o oficial de dia foi imediatamente comunicado. Antes de ser interpelado pelo militar, Peter subiu no avião com outro piloto e decolou de dentro do hangar, passando, já voando, pela porta. O serviço de interceptação foi imediatamente avisado. Seria muito fácil derrubar um aviãozinho que voava a menos de 100 Km/h.

Rapidamente, Peter entrou dentro de uma densa camada de nuvens. O amigo choramingava dizendo que, se não fossem mortos pelos caças, seriam torturados pelo pessoal de terra. O rádio transmitia as mensagens dos Mig’s, que tentavam interceptá-lo. Sabiam que era impossível manter-se dentro da camada. A formação de gelo nas asas e no motor fatalmente derrubaria o pequeno avião. Os minutos se passavam, eles praticamente podiam ouvir os Mig’s rugindo à sua volta, pronto pra destruí-los assim que saíssem de dentro da proteção da camada. As nuvens que os protegiam eram a sua condenação. O motor começou a falhar, com gelo cobrindo o carburador, os comandos endureceram, comprovando o congelamento das asas. Nada mais havia a fazer voando às cegas, mas sabendo que havia esperanças, foram perdendo altura, até sair das nuvens. Estavam no meio de montanhas a menos de 50 metros do solo. Num último suspiro, o motor apagou de vez e eles entraram na névoa entre duas montanhas. Com os olhos fixos no horizonte artificial, mantendo a atitude correta, era uma questão de tempo até o impacto. De repente, ao sair da nuvem, as montanhas estavam para trás e havia um vale à frente. Com o motor desligado, pousaram num campo arado e foram abordados pela polícia local, com boas vindas: estavam na Áustria!

A fuga para a liberdade privou-lhe do que mais amava: o vôo a vela. Ao mesmo tempo que as forças aliadas lançavam, pela BBC de Londres, o programa “AS ASAS VITORIOSAS FUGIRAM’, Peter mudava-se para o Brasil. Durante os próximos 36 anos não houve planadores, nem campeonatos, apenas trabalho, lutando para manter a família que formou no nosso país.

Ao retornar para os ares, tudo havia mudado. Novo país, novas regras, pouco interesse pela competição. Todas as insígnias e títulos obtidos no exterior se perderam. Era necessário reiniciar a carreira, começar do zero.

Em 1991 começou a maratona de insígnias: brevet C de Prata, dois anos após, o brevet C de Ouro. Em 1994 obteve dois diamantes: altura e distância pré-fixada. O mais importante de tudo isso, é que não havia mais o apoio de um regime ávido por premiações. Os planadores voados eram de baixo desempenho, cedidos por AEROCLUBES, quando não estavam sendo utilizados para instrução. Lutando contra a falta de verbas, foi subindo no Ranking Brasileiro de Pilotos, lutando contra outros pilotos que possuíam planadores de última geração. Muitas vezes, equipamentos de centenas de milhares de dólares eram derrotados pelo Peter e seu planador obsoleto. O apelido de seu pequeno planador era “Frankie”, lembrando Frankenstein. Afinal, seu planador era construído com peças de vários planadores destruídos em acidentes! Após ser campeão brasileiro Classe Olímpica, completou o ano de 1997 viajando para a Turquia, onde participou do 1º Campeonato Mundial World Class. Apesar do 2º lugar na primeira prova, problemas técnicos o afastaram do pódio Representou também o Brasil no Campeonato Mundial na Polônia. Em 2001, realizou a expedição brasileira (nordeste) e bateu 12 recordes brasileiros.

No dia 07/01/2009, Peter Volf, decolou de Marília/SP, com um planador modelo KW-1 “Quero-Quero”, sobrevoou as cidades de Pacaembu e Garça, retornando a Marília, em 6 horas e 24 minutos de vôo, totalizando 373,53km, batendo assim três recordes brasileiros “Distância prefixada ida e volta; Distância livre ida e volta e Distância prefixada com três pontos de virada”, o recorde anterior pertencia a um piloto de Palmeira das Missões/RS, com 325km voados.

“Voar para mim é um tratamento psicológico contra a depressão” diz Peter Volf.

E os ganhadores de cada etapa da Prova Volf foram:

Os competidores foram cumprimentados por Ângelo Hermini, representante do Aeroclube de Bebedouro, da cidade de Bebedouro/SP, onde Peter Volf é filiado.

 

Angelo e Valença

 

Briefing

 

Galvão

 

Macul

 

Marcel

 

Premiação Classe Olímpica - Prova Peter Volf

 

Premiação Classe Open - Prova Peter Volf

 

Premiação Classe Racing - Prova Peter Volf

 

 

 

Valéria Caselato
Ângelo Hermini, depoimento sobre Peter Volf

 

 

Notícias de LEM 01/10/2013

55º Campeonato Nacional de Vôo a Vela / Etapa Centro-Oeste

Homenageado do dia 01 Outubro do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores é o Sr. José Carlos de Barros Neiva.

 

O Neiva, como era chamado, foi o primeiro a construir em série planadores no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro no final da década de 50:

● Projetado e construído 20 planadores biplaces Neiva B, graças ao qual a formação de pilotos de planador no Brasil foi expandida;

● Projetado, junto com seu primo Barros, e construído 8 planadores de madeira, o BN-1 (planeio 1/28), planadores nos quais vários pilotos se sagraram campeões brasileiros e que também foi levado para competir no mundial da França.

 

Em 1954 o Neiva fundou em Botucatu/SP, a Sociedade Construtora de Aeronáutica NEIVA Ltda., e que até a data de criação da Embraer já havia fabricado cerca de 510 aeronaves:

● 240 Paulistinha P-56 derivados do CAP -4;

● 120 Neiva Regente e Regente ELO, a primeira aeronave metálica projetada no Brasil;

● 150 T-25 Universal, biplace de treinamento para a FAB que até hoje é usado na AFA.

 

Por volta de 1973, o Neiva, tendo vendido sua fábrica para a EMBRAER, se retirou para o litoral paulista onde veio a falecer em Fevereiro do corrente ano de 2013.

 

Na foto acima o Neiva entre outros dois pioneiros do Vôo a Vela: Acácio (esquerda), e o Darcy Assis (direita).

 

As provas da Classe Olímpica, Classe Racing e da Classe Open estão em anexo. E os ganhadores de cada etapa da Prova

Gabler foram:

· Classe Olímpica: 1⁰ lugar Sérgio Bassi (CVV-CTA), 2 ⁰ lugar Luís Augusto Valença (Aeroclube Politécnico de Planadores - Jundiaí) e 3 ⁰ lugar Braucílio Foganholo (Aeroclube de Marília).

· Classe Racing: 1⁰ lugar Luiz Roberto Formiga (Aeroclube de Tatuí), 2⁰ lugar Celso Vilarinho (CVV-AFA) e 3 º lugar Fábio Pimenta (Aeroclube Politécnico de Planadores - Jundiaí).

· Classe Open: 1⁰ lugar Claudio Blois (Aeroclube Planalto Central), 2º lugar Henrique Navarro (Aeroclube de Bauru), 3 ⁰ lugar Claudio Schimidt (Aeroclube de Rio Claro).

 

Os competidores foram cumprimentados por Francisco L. Galvão.

 

Pódio da Classe Olímpica

 

 

Pódio da Classe Racing

 

Pódio da Classe Open

 

 

Valéria Caselato

Francisco Galvão, depoimento sobre José Carlos de Barros Neiva.

 

 

Noticias de LEM 30/09/2013

55⁰ Campeonato Nacional de Vôo a Vela / Etapa Centro-Oeste

A segunda prova homenageia Wolfi Gabler. Wolfi tinha o vírus do vôo a vela correndo nas veias. Voar era o seu dom, o que norteou a sua vida. Formou e serviu de exemplo para muitos pilotos, construiu dois planadores, reformou e melhorou tantos outros. Amava lidar com tudo o que dizia respeito ao Vôo à Vela. E tinha um gosto muito especial pelas competições, gostava de competir e ser desafiado, bater records e se superar o motivava. Durante muitos anos nunca deixou de participar dos Campeonatos Brasileiros. As três filhas Christine, Lauren e Gabriela, as "Wolfetes", ficam muito felizes com a homenagem ao pai com o nome da prova e agradecem muito aos amigos do Vôo a Vela.

 

Wolfi Gabler, sua esposa Vera, e suas filhas Christine, Lauren e Gabriela

 

Wolfi Gabler


As provas da Classe Olímpica, Classe Racing e da Classe Open estão em anexo. E os ganhadores de cada etapa da Prova Gabler foram:

Classe Olímpica: 1⁰ lugar Sergio Bassi (CVV-CTA), 2⁰ lugar Luís Auguto Valença e 3⁰ lugar Itamar Lessa (CVV-CTA).

• Classe Racing: 1⁰ lugar Luiz Roberto Formiga (Aeroclube de Tatuí), 2⁰ lugar André Lautert (Aeroclube de Planadores Albatroz) e 3⁰ lugar Rafael Macul (CVV-CTA).

• Classe Open: 1⁰ lugar Henrique Navarro (Aeroclube de Bauru), 2⁰ lugar Claudio Schimidt (Aeroclube de Rio Claro) e 3⁰ lugar Egon Rehn (Aeroclube do Planalto).

Os competidores foram cumprimentados por André Lautert, representante do Aeroclube de Planadores Albatroz, da cidade de Osório/RS.

Angelo e Valença

 

Marcel

 

Prova Gabler - Podio Classe Open

 

 

Valéria Caselato
Christine Gabler, depoimento sobre Wolfi Gabler.

 

 

Notícias de LEM 29/09/2013

Iniciamos o 55⁰ Campeonato Nacional de Vôo a Vela / Etapa Centro-Oeste.

O campeonato desta etapa e da etapa final terá três classes competidoras: Classe Olímpica (A), Classe Racing (B), e Classe Open (C).

Na Classe Olímpica encontram-se planadores sem lastro, como Quero-Quero, Elfe, SDK JR, Grob, PW-5. A Classe Racing (B) compõem-se de planadores com lastro, como o Jantar, Discus, DG 400. A Classe Open (C) apresentam planadores de maior envergadura e lastro, como Nimbus 3D, Nimbus 4, Nimbus 3, ASK-31, LAK, ASW-22. Na etapa Centro-Oeste temos 18 planadores inscritos.

Neste ano teremos homenagens a personalidades do vôo a vela e incentivadores do esporte. Na Etapa Centro-Oeste serão homanegeados:
Prova 1 - Heinrich Karl Heinz
Prova 2 - Gabler
Prova 3 - Neiva
Prova 4 - Peter Volf
Prova 5 - Georg Munch
Prova 6 - Kurt Hendrick
Prova 7 - Francisco Leme Galvão

A primeira prova homenageia Hendrich Karl Heinz. Aos 13 anos de idade, Heinz começou a voar planadores primários na Alemanha. Com 17 anos entrou na Luftwaffe, voando vários tipos de aviões, pois já tinha 110 horas de planador. Foi piloto da Alemanha em plena Segunda Guerra Mundial, onde sua vida era voar dia e noite, sem ter noção do que ocorria politicamente na Europa. Foram dois anos e meio na Força Aérea Alemã - apenas uma amostra de suas sete décadas de atividade numa cabine de aeronave.

Sr. Heinz saiu de uma turbulenta Alemanha e viveu um tempo nos Estados Unidos, antes de aterrissar no Brasil. Aqui, onde diz ter sido recebido de braços abertos, construiu praticamente outra vida a partir da década de 50 – tornado empresário do ramo gráfico, e sempre com atividades ligadas à pilotagem e à instrução de planador.
A vida ligada ao vôo a vela proporcionou muita felicidade e prazer ao Sr. Heinz, com amizades sólidas e experiências gratificantes. Começou a voar em 1958, no Aeroclube Politécnico de Planadores, que nesta época se localizava na Cidade Universitária, ao lado onde hoje se encontra a raia olímpica da USP, na cidade de São Paulo. Realizou vôos em campeonatos, onde participou desde a década de 1960 até o ano de 1992, sendo que o primeiro campeonato que o Sr. Heinz participou no Brasil foi em Bauru, voando um Grunau Baby, competindo pelo Aeroclube Politécnico de Planadores (Jundiaí).

Na época do milagre econômico brasileiro, houve um aumento da frota de planadores no Brasil, com a entrada de planadores modernos e de fibra adquiridos por alguns clubes e pilotos, chegando primeiramente o Specht do Aeroclube de Jundiaí e o KA6, de propriedade do Sr. Heinz. Isto possibilitou um aprendizado maior em vôos de distância, além do prazer de voar planadores modernos.

Nos campeonatos, Sr. Heinz sempre contava com a presença dedicada de D. Dirce, sua esposa, e às vezes de seus três filhos: Henrique, Mônica e Luise.
Sr. Heinz teve quatro planadores: KA6, ASW-15, ASW-20 e DG 500, e com este último planador foram feitas expedições no Nordeste e vôos de onda na Patagônia. A sua experiência em vôos de planador e de avião é de aproximadamente 4.500 horas. Sr. Heinz foi o primeiro piloto de planador a sobrevoar a região de LEM, na década de 90, a caminho do Nordeste. Na volta desta expedição, decolando de Jacobina, Heinz se surpreendeu com a metereologia fantástica desta região.

Segundo suas próprias palavras, Heinz se sente feliz de cultivar as amizades nascidas do vôo a vela, de estar entre os amigos e participar dos campeonatos, com a sua presença.

As provas da Classe Olímpica, Classe Racing e da Classe Open estão em anexo. E os ganhadores de cada etapa foram:
• Classe Olímpica: 1⁰ lugar Braucílio Foganholo (Aeroclube de Marília), 2⁰ lugar Sergio Bassi (CVV-CTA) e 3⁰ lugar Itamar Lessa (CVV-CTA).
• Classe Racing: 1⁰ lugar Celso Vilarinho (CVV-AFA), 2⁰ lugar Fábio Pimenta (Aeroclube Politécnico de Planadores de Jundiaí) e 3⁰ lugar Rafael Macul (CVV-CTA).
• Classe Open: 1⁰ lugar Henrique Navarro (Aeroclube de Bauru), 2⁰ lugar Claudio Blois (Aeroclube Planalto Central) e 3⁰ lugar Claudio Schmidt (Aeroclube de Rio Claro).

Todos os competidores foram cumprimentados pelo Sr. Heinz, que esta presente no 55⁰ Campeonato Nacional de Vôo a Vela – Etapa Centro-oeste, e os primeiros ganhadores de cada classe receberam do Sr. Heinz, uma camiseta da FBVV, alusiva ao campeonato.

 

Vilarinho

 

Classe Open



Valéria Caselato
Karl Hendrich Heinz, depoimento.

Grandes nomes do volovelismo estarão reunidos no 55º Campeonato Brasileiro de Planadores

Com início no dia 29 de setembro, a competição contará com esportistas consagrados e revelações da modalidade

Já começou a contagem regressiva para a etapa Centro-Oeste do 55º Campeonato Brasileiro de Planadores, que acontece no próximo dia 29 de setembro – e será seguida pela fase Final, com início em 5 de outubro. Até o dia 12 do próximo mês, portanto, será possível conferir os melhores pilotos da atualidade voando pelos céus da cidade de Luís Eduardo Magalhães (LEM), na Bahia.

Claudio Eduardo Schmidt, campeão brasileiro em 2006 e 2009, é uma das personalidades com presença garantida nesta 55ª edição do Campeonato Brasileiro. O piloto de Rio Claro, cidade do interior de São Paulo, já foi lutador de Judô e Jiu-Jitsu e atualmente se dedica quase integralmente ao voo a vela. Um dos atletas brasileiros com melhor desempenho em campeonatos mundiais, Schmidt ingressou no esporte em 2002. Desde lá, participou de mais de cinco edições do Brasileiro. Inscrito para as etapas Centro-Oeste e Final, compete na categoria “Aberta” – para planadores com maior rendimento –, assim como o multiesportista e apresentador Luís Roberto Formiga.

Com experiência em modalidades como skate, surf e paraquedismo, Formiga é a revelação da temporada 2013 do volovelismo brasileiro. Em parceria com o Aeroclube de Tatuí, o piloto se destacou logo em seus primeiros voos e, por isso, é uma das grandes apostas para a fase Final. Também participarão da disputa na classe “Aberta” o campeão brasileiro da categoria em 2008 e 2012, Henrique Navarro – um dos grandes favoritos para este ano e primeiro colocado na classificação geral da etapa sul – e o atleta e ex-integrante da esquadrilha da fumaç a, Celso Vilarinho,com mais de 11 mil horas de voo no currículo. Outro forte candidato ao título é o piloto Guilherme Purnhagen, que ficou em primeiro lugar na classificação geral da classe “aberta” na fase Sudeste, realizada em fevereiro na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo.

Já entre os competidores da categoria “Olímpica”, da qual participam planadores com menor rendimento, um dos destaques é Leandro Jamarco, piloto da companhia aérea TAM e campeão brasileiro da classe na edição de 2012.

Durante a competição, os atletas deverão completar uma rota pré-definida no menor tempo possível, valendo pontos. Será o grande vencedor o piloto mais veloz, ou seja, aquele que tiver a maior pontuação. E ainda dá tempo de participar: até o dia 28 de setembroé possível inscrever planadores para apenas uma ou até para as duas etapas, mesmo que os pilotos participantes sejam diferentes.

Fundada em 1954, a Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento e regulamentação do voo a vela no Brasil. Filiada à Fédération Aéronautique Internationale (FAI) – órgão que regula o esporte e estabelece normas de segurança internacionais – e vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COI), a FBVV é a única representante do voo a vela e de seus praticantes junto às instituições públicas e privadas do país. Atuando em conjunto com os aeroclubes de cada região, a instituição tem desenvolvido diversos projetos com foco na evolução e no aperfeiçoamento do esporte.

A FBVV é responsável ainda pela manutenção do Ranking Brasileiro de Pilotos de Planador, que ordena o desenvolvimento e treinamento de pilotos esportivos e define a participação em eventos internacionais.

Mais informações sobre as inscrições e o valor das taxas para reboque estão disponíveis em: www.planadores.org.br/nacional2013/index.php/81-noticias-do-55-campeonato-nacional/134-comunicado-valores.html

Para mais informações, acesse www.planadores.org.br.

 

 

 

Carteira FAI - 55º Campeonato

Conforme informado anteriormente para a participação do 55º Campeonato será obrigatória a apresentação da Carteira FAI válida.

Desta forma, com o propósito de auxiliá-los, disponibilizamos o formulário para a solicitação da Carteira FAI, que também pode ser acessado no site da CAB (Comissão de Aerodesporto Brasileira).

A documentação constante no mesmo, assim como o comprovante de pagamento, que deve ser efetuado diretamente na conta da CAB, deve ser encaminhada à FBVV, através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , para que a solicitação seja efetivada.

Estamos a disposição para maiores esclarecimentos.

Secretaria FBVV

 

 

 

55º Campeonato Brasileiro de Planadores: abertas as inscrições para as Etapas Centro-Oeste e Final

Entre os dias 29 de setembro e 12 de outubro, a cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, receberá pilotos de voo a vela de todo o país, que participam das duas últimas etapas da competição

As inscrições para as fases de encerramento do Campeonato Brasileiro de Planadores 2013 – organizado pela Federação Brasileira de Voo a Vela – já estão abertas e a todo vapor: até o momento mais de 30 pilotos confirmaram presença e a expectativa é de que este número chegue a mais de 50. Até o dia 28 de setembro é possível inscrever planadores para apenas uma ou até para as duas etapas, mesmo que os pilotos participantes sejam diferentes.

A fase Centro-Oeste da competição – a ser realizada entre os dias 29 de setembro e 04 de outubro – já movimenta participantes, organizadores e fãs do voo a vela (também chamado de volovelismo) por todo o Brasil. Isso porque a disputa reunirá a nata dos pilotos de planador do Brasil, vindos dos quatro cantos do país.

Assim como a Final, a etapa Centro-Oeste será realizada na cidade baiana de Luís Eduardo Magalhães (LEM) – considerada um dos melhores locais do mundo para planar. Celso Vilarinho é um dos pilotos que já começou a treinar pelos céus de LEM. O militar aposentado e ex-integrante da esquadrilha da fumaça – com mais de 11 mil horas de voo – define a cidade como “o paraíso do voo a vela”. “É maravilhoso voar em LEM, tanto pela meteorologia favorável quanto pelas excelentes condições de pouso, já que há uma grande quantidade de terrenos arados na região”, afirma o volovelista. Para ele, a infraestrutura local também garante a boa qualidade dos voos em LEM durante o ano inteiro, a exemplo da grande pista de decolagem e d os reboques à disposição dos planadores.

Guilherme Purnhagen, assim como Vilarinho, participará das duas fases do campeonato, e acrescenta que “LEM não só é um dos lugares mais atrativos para se voar no Brasil, como também está entre os três melhores do mundo”. Para ele, além das excelentes condições ambientais e estruturais encontradas na cidade, o fator social também contribui bastante para a importância de LEM no cenário do volovelismo no Brasil, já que os fazendeiros da região são muito receptivos ao esporte. Grande vencedor do campeonato brasileiro em 2012, Purnhagen já está bem familiarizado com as condições de voo da cidade baiana, visto que, até o momento, participou de duas sessões de treinos na região, com duração de 15 dias cada uma.

O multiesportista Luís Roberto Formiga, um dos mais completos e complexos atletas do mundo – com experiência em diversas modalidades de esportes de prancha, como o surf, snowboard, skate e também a asa-delta – é outro importante personagem do voo a vela brasileiro que já começou a se preparar e a treinar para o campeonato.

Fundada em 1954, a Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento e regulamentação do voo a vela no Brasil. Filiada à Fédération Aéronautique Internationale (FAI) – órgão que regula o esporte e estabelece normas de segurança internacionais – e vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COI), a FBVV é a única representante do voo a vela e de seus praticantes junto às instituições públicas e privadas do país. Atuando em conjunto com os aeroclubes de cada região, a instituição tem desenvolvido diversos projetos com foco na evolução e no aperfeiçoamento do esporte.

A FBVV é responsável ainda pela manutenção do Ranking Brasileiro de Pilotos de Planador, que ordena o desenvolvimento e treinamento de pilotos esportivos e define a participação em eventos internacionais.

Mais informações sobre as inscrições e o valor das taxas para reboque estão disponíveis em: http://www.planadores.org.br/nacional2013/index.php/81-noticias-do-55-campeonato-nacional/134-comunicado-valores.html

Para mais informações, acesse http://www.planadores.org.br.

 

LEM no inverno

 

 

 

Comunicado: Valores

Apesar dos custos mais elevados que a organização de um campeonato em local mais distante e sem uma estrutura local para o voo a vela já desenvolvida, e graças aos bons resultados que a equipe de organização tem obtido no sentido de reduzir os custos, a Comissão de Organização do 55º Campeonato Nacional de Voo a Vela e a diretoria da FBVV definiram:

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55º Campeonato Brasileiro de Planadores

55º Campeonato Brasileiro de Planadores: etapas Centro-Oeste e Final têm início em 29 de setembro, na Bahia
Organizado pela Federação Brasileira de Voo a Vela, a competição mais importante do esporte promete ser a mais movimentada dos últimos anos

A cidade de Luís Eduardo Magalhães (LEM), no oeste da Bahia, sediará pela segunda vez as duas últimas etapas do calendário do Campeonato Brasileiro de Planadores. A etapa Centro-Oeste (pré-nacional) acontece no período de 29 de setembro a 4 de outubro e a final começa logo em seguida, entre os dias 5 e 12 de outubro, reunindo os melhores pilotos das fases Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Voar em uma aeronave sem motor, impulsionada pela energia solar e que utiliza o vento para percorrer grandes distâncias. Assim é a prática do voo a vela, também conhecida como volovelismo. O esporte assemelha-se às competições de vela náutica: vence aquele que percorrer mais rápido uma distância pré-determinada – o que ficou muito mais fácil e prazeroso com os modelos mais modernos, que chegam aos 300 km/h.

Não à toa, a sensação de liberdade e a adrenalina proporcionadas pelos voos em alta velocidade já seduziu pelo menos 800 pilotos no Brasil, concentrados principalmente nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. Só para as etapas realizadas em LEM são esperados mais de 50 competidores, entre brasileiros e estrangeiros, o que torna a 55ª edição do campeonato – organizada pela Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) – a mais movimentada dos últimos tempos.

A final do Campeonato Brasileiro é o mais importante evento do voo a vela nacional. E a escolha de Luís Eduardo Magalhães para sede é um dos atrativos deste encerramento de temporada, já que muitos competidores consideram a cidade o melhor local do mundo para planar. Com baixa ocorrência de chuvas entre os meses de setembro e outubro e dois aeródromos com pistas pavimentadas, a região ainda conta com amplas áreas agricultadas – condições excepcionais para o voo que convidam não só brasileiros, mas também competidores estrangeiros vindos principalmente da América do Sul. A competição, sempre instigante, também atrai um público fiel, que é presenteado com a espetacular imagem dos planadores no ar.

Para que pilotos e admiradores do esporte possam ter uma prévia das emoções reservadas pelo campeonato, informações e gráficos detalhados dos treinos de alguns pilotos que já se preparam para as competições em LEM estão disponíveis em um site – que conta com imagens baseadas em mapas do local. Para conferir o conteúdo completo acesse www.onlinecontest.org/olc-2.0/gliding/flightsOfAirfield.html?aa=LEMA3&st=olcp&rt=olc&c=C0&sc=&sp=2013.

Fundada em 1954, a Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) é uma entidade jurídica sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento e regulamentação do voo a vela no Brasil. Filiada à Fédération Aéronautique Internationale (FAI) – órgão que regula o esporte e estabelece normas de segurança internacionais – e vinculada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COI), a FBVV é a única representante do voo a vela e de seus praticantes junto às instituições públicas e privadas do país. Atuando em conjunto com os aeroclubes de cada região, a instituição tem desenvolvido diversos projetos com foco na evolução e no aperfeiçoamento do esporte.

A FBVV é responsável ainda pela manutenção do Ranking Brasileiro de Pilotos de Planador, que ordena o desenvolvimento e treinamento de pilotos esportivos e define a participação em eventos internacionais.

 

LEM - Boletim 5

Prezados(as)

No período de 29 de setembro a 12 de outubro de 2013, serão realizadas as Etapas do Pré-Nacional e Final do 55º Campeonato Brasileiro de Voo a Vela, em Luís Eduardo Magalhães/ BA (LEM).Esse campeonato promete ser, de longe, o mais movimentado e com maior numero de participantes dos últimos anos. Por outro lado, a distancia dos aeroclubes até LEM pode acabar exigindo de todos tarefas extras de preparação. No sentido de poder melhor organizar a realização do campeonato, a FBVV deseja tomar desde já as providências que podem ser antecipadas, de modo a evitar o acumulo de trabalho durante o campeonato.

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