Tenha seu dia de Anastasia Steele fazendo um voo de planador

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Federação Brasileira de Voo a Vela oferece aventura de Cinquenta Tons de Cinza

Em uma das cenas mais contagiantes e românticas de Cinquenta tons de cinza, o casal Christian Grey e Anastasia Steele faz um voo de planador sobre a Georgia. No filme, a protagonista mal consegue conter a emoção diante da exclusividade da experiência. Para quem deseja viver essa sedutora aventura, a Federação Brasileira de Voo a Vela a oferece em diversos estados do país.

Mais detalhadamente, o voo é realizado em uma aeronave sem motor que aproveita as correntes da atmosfera para ganhar altura e pode percorrer grandes distâncias.

No Brasil, da mesma forma que no filme, o sistema mais utilizado para colocar o planador em voo é o reboque por avião. Ligado por um cabo, o avião rebocador puxa o planador até uma altura adequada para o voo e, então, o piloto comanda o desligamento e passa a usar as correntes ascendentes térmicas para prolongar o voo.

Aeroclubes de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Goiás podem oferecer voos de lazer ou ministrar a formação para que o interessado se torne um piloto. Destaque para aqueles localizados nas cidades paulistas de Tatuí, Rio Claro, Bebedouro, Jundiaí, São José dos Campos, Bauru, Marilia e Itápolis, as gaúchas Porto Alegre e Osório e a goiana Formosa.

 

 

Convite Prova Regional - Páscoa

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II - PROVA REGIONAL - PÁSCOA – PLANADORES - BEBEDOURO/2015

Prezados Amigos Volovelistas,

O Aeroclube de Bebedouro tem a honra e a satisfação de convida-los para a PROVA REGIONAL DE PLANADORES, a realizar-se no período de;
03/04/2015 - Sexta-feira da Paixão
04 e 05/04/2015 (sábado e domingo)
11 e 12/04/2015 (sábado e domingo)

O Aeroclube disponibilizará hangaragem gratuita para os planadores de madeira.

Veja mais informações.

Convocação de Assembléia Geral Extraordinária

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FBVV – CNPJ 45.186.848/0001-95

Ficam convocadas todas as entidades filiadas a FBVV, a comparecerem a AGE que se realizará nas dependências do Aeroclube de Bebedouro, (Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384 – Bebedouro – SP – CEP 14700-970), no dia 15 de fevereiro de 2015, às 18:00h em primeira convocação, e as 19:00h em segunda convocação, para na forma e com o quorum estatutariamente previstos, deliberar sobre as seguintes pautas/ordens do dia:

1) Eleição de Membros do Conselho Fiscal, para recomposição dos cargos de membros declarados impedidos pela Assembléia Geral Extraordinária de 10 de janeiro de 2015, conforme consta na Ata.

2) Aprovar a Alteração Estatutária do Art. 2º do Estatuto da FBVV, do endereço da Sede da FBVV para Praça Rocha Falcão, nº 47, Sala 1, São Paulo, SP; São Paulo, 28 de janeiro de 2015.

 

Antoniebi Vieira Torres
Presidente da FBVV
(publicado no Jornal o Dia SP nos dias 05, 06 e 07/02/2015)

 

Veja o Edital.

Convocação de Assembléia Geral Extraordinária

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Ficam convocadas todas as entidades filiadas a FBVV, a comparecerem a AGE que se realizará nas dependências do Aeroclube de SP, (Campo de Marte, Av. Olavo Fontoura, 650 – Zona Norte), no dia 10 de janeiro de 2015, as 9:30h em primeira convocação, e as 10:00h em segunda convocação, para na forma e com o quorum estatutariamente previstos, deliberar sobre as seguintes pautas/ordens do dia... 

Veja o edital

Diferentes tipos de Handicap

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Matéria escrita por Henrique Navarro.

"Ave,

A idéia deste estudo é trazer um pouco de luz a discussão dos diferentes tipos de handicap, buscando sempre fatos. A minha conclusão, é que o sistema Francês é o que melhor atende as nossas necessidades em competições.

Este não é um texto enfadonho que semeia a cizânia: o mesmo busca o esclarecimento, e uma discussão produtiva.

Convido vocês a leitura, e a discutir se pairarem dúvidas – até porque de longe sou o dono da verdade. Se eu puder contribuir com algum esclarecimento, por favor me copiem no e-mail, pois não acesso a PB.

 

Sistema de handicap fixo Alemão

O que é: Sistema de handicap fixo criado para as competições de distância Alemãs, onde decola-se no início do dia e pousa-se o mais tarde possível. Ganha quem fizer mais km. A velocidade é um fator secundário, sendo o tempo de vôo, fator mais relevante. Um piloto que voar 5 horas a 100km/h, vai perder de um piloto que voou 5:30 horas a 91km/h (9km/h em competições é algo muito relevante). Não é utilizado em competições de velocidade, como campeonatos.

Pontos fracos: Não é preciso para competições, ou é tão preciso quanto uma competição de distância requer. Note que a Alemanha não usa handicap em suas competições (exceto obviamente a Club Class), o que é plausível para um país que tem os maiores fabricantes de planador: quem vai representar a Alemanha em Campeonatos Mundiais são os melhores conjuntos piloto+planador. Um ótimo piloto alemão de Nimbus 3 dificilmente vai se classificar para representar o seu país. Exemplos de imprecisão: 

- Nimbus 4 com 750 kg (TM, Kunath) tem handicap de 124, o mesmo do Nimbus 4 com 850kg (N1, Navarro).

- Quintus com handicap 123, inferior ao planador que veio substituir, o Nimbus 4 com PMD de 750kg, projeto de 25 anos atrás. Trato deste tema em tópico a parte, mais adiante.

- DG 800 com 525kg tem o mesmo handicap do DG 800 com 600kg.

- Até o ano de 2010, o handicap Alemão pulava de 2 em 2 (não existiam números ímpares), e o handicap era diferente do que é hoje. No ano de 2011, eles começaram a usar números ímpares e fizeram um “achatamento” onde o ASW22/Nimbus 4 caiu de 128 para 124. Um corte de 4 pontos de uma ano para outro reforça a pouca precisão do sistema.

Pontos fortes: Alguns planadores são testados pelas Idafliegs/Akafliegs, tornando o sistema mais preciso. Porém, alguns planadores não foram testados, como o Quintus, de onde advém maiores distorções.

Note que uma coisa é ter a polar via Idaflieg, a outra é decidir para qual índice térmico médio essa polar será utilizada. Estima-se que o handicap fixo Alemão reflita um índice térmico próximo a 2.5m/s, o que seria o equivalente ao encontrado durante um vôo de longa duração, mas dificilmente refletiria o índice térmico encontrado durante os nosso campeonatos – onde aproveita-se o melhor do dia, em provas de 3 horas em média. Para efeito de comparação, o índice térmico encontrado em LEM 2013 foi de 3.8m/s no Nacional e de 5.2m/s no Pré-Nacional. E Formosa 2014 foi ainda mais forte.

 

Sistema de handicap fixo Francês

O que é: Sistema de handicap fixo utilizado nas competições francesas. Tem como o base o sistema de handicap Alemão, sofrendo alterações em casos onde a realidade em competições se mostra diferente, ou onde o handicap Alemão é omisso.

Pontos fortes: É aprimorado ano a ano baseado nas experiências de competições francesas e Mundiais. A massa crítica é enorme, e muito qualificada. A versão para 2014 reitera todos os handicaps usados para os planadores em Formosa, que foram baseados na versão de 2013.

 

Sistema de handicap fixo Australiano

O que é: A Austrália possui condições que muito se assemelham ao Brasil quando o assunto é competições. É forte mas chove. É bom e é ruim também. Este sistema de handicap não contemplava o Quintus no momento da nossa reunião em LEM em 2013, por isso não foi considerado. Porém, o fato é que um Quintus foi comprado por um piloto Australiano, logo uma solução deveria ser dada. A GFA – Gliding Federation of Austrália publicou a sua lista de handicap para os anos de 2014 e 2015, onde o Quintus aparece com handicap de 1.095, 2 pontos superior ao Nimbus 4 com 1.075 (de fato, a diferença percentual Quintus x Nimbus 4 é de 1.61% no handicap Francês, e de 1.86% no handicap Australiano, ou seja, ainda maior que a do Francês). Vide Anexo A.

Pontos fortes: Os Australianos voam suas competições com handicap fixo, logo o mesmo divide as mesmas qualidades do Francês quanto a (i) maior massa crítica que no Brasil e (ii) aprimoramento ano após ano baseado em experiências dos pilotos em competições.

 

Informações específicas sobre o Quintus

Histórico

O Quintus é o planador que veio substituir o Nimbus 4, ponto final. Tal superioridade foi confirmada em campeonatos Mundiais, sem handicap.

O desenvolvimento de novos perfis durante 2011 permitiram o surgimento de asas muito avançadas, com menor envergadura (aspect ratio de 36, contra 39 do Nimbus 4) sem afetar o L/D. Lembrando que os perfis de asa do ASW22BLE/Nimbus 4 são de 1989, ou seja, de 25 anos atrás. Essa nova leva de planadores – Quintus e seu irmão Antares 23, e o JS1-21 - visava a trazer a Open Class a um novo patamar, graças a uma combinação de melhor handling, maior carga alar, e velocidades na polar cerca de 20% superiores, com o mesmo L/D. Por exemplo, o melhor planeio do Quintus (850kg, 58kg/m2) é de 148km/h, versus o Nimbus 4 (850kg, 48kg/m2) com R$ 125 km/h.

Resultado em Mundiais

Uvalde 2012:

- Tempo muito forte, primeiro campeonato do Quintus, com os pilotos sem tempo para treinar com o planador.

- O Laurent Aboulin foi campeão mundial com o Quintus.

- O melhor ASW22/Nimbus 4 ficou na 17ª posição, com 86% dos pontos do Quintus.

- O Michael Sommer com o EB29 ficou em segundo, voando com pontas de asa de 25 metros, e não as de 29 metros. Envergadura não é tudo.

 

Leszno 2014:

- Tempo ruim, o Laurent Aboulin com o Quintus ficou em 5º, voando em ala com o Killian Walbrou com um JS1-21 metros que ficou em 4º (ficaram separados por 0.4%).

- O melhor ASW22/Nimbus 4 ficou na 14ª posição, com um ótimo piloto (Petr Krejcirik), que fez 91% dos pontos do Quintus, e 88% dos pontos do primeiro colocado.

- Interessante notar que o piloto do planador vencedor do certame, o Michael Sommer com o EB29, não estava na frente até a metade do campeonato, quando resolveu trocar as pontas de asa de 29 metros do EB29 pelas pontas de 25 metros (tal troca durante o campeonato é permitido na Open), a mesma envergadura que ele voou em Uvalde.

 

Handicap - Quintus

- Timeline: No momento da reunião em LEM em 2013, não existia o Quintus no handicap Alemão, nem em nenhum outro sistema, exceto o Francês. Depois em 2014, o Quintus foi inserido no handicap Alemão com o mesmo índice do OLC de 123 (1 a menos que o Nimbus 4 – 750kg).

- OLC: O handicap de 123 é uma arbitragem do OLC, para que os pilotos que tem Quintus possam pontuar no OLC.

- Polar: Não há. Nenhuma Idaflieg/Akaflieg testou o Quintus. Não há planos para que este teste ocorra por agora.

- Posição da Fábrica: Quando o OLC começou a considerar o Quintus com handicap 123, eu liguei para a Schempp-Hirth para saber como eles chegaram a essa conclusão, se a fábrica já tinha a polar do Quintus por exemplo. A resposta foi “Não sabemos, o pessoal da OLC nunca nos ligou; Não temos a polar do Quintus; 123 é pouco, mas os donos de Quintus que querem fazer pontos no OLC não vão reclamar”.

 

Performance

- Opinião de quem voou todas essas aeronaves: De um amigo que foi 3x Campeão Europeu com um Nimbus 4, ficou em 5º com um Antares 23 (irmão do Quintus) no Mundial em Uvalde 2012, e 6º com um JS1 21-metros no Mundial em Leszno 2014: “Hoje na Open Class existem 3 categorias de planadores: o Concórdia, muito superior; o grupo formado por EB29, Quintus, Antares 23 e JS1-21 – dentre estes, ganha o melhor piloto; e o resto – ASW22BLE e Nimbus 4”. “Até que subíamos igual aos Nimbus 4 e ASW22, mas quando chegávamos no topo das térmicas, olhávamos para eles e dizíamos “good-bye””. “Nimbus 4 e ASW22 não conseguiam nos acompanhar de jeito nenhum”.

- Vôos em Formosa. Cada um pode ter a sua opinião, e isso é fruto da capacidade de cada um de analisar uma situação de maneira imparcial. Uma análise correta leva a conclusões válidas e aí pode-se avançar como pessoa e/ou piloto. Estou mais do que certo, que o handicap de 126 utilizado para o Quintus em Formosa, lhe garantiu uma vantagem competitiva da ordem de 2% a 4% sobre todos os outros planadores, devido ao fato que o índice térmico foi o mais alto já voado em nossos campeonatos. Essa vantagem competitiva pode se tornar uma desvantagem competitiva caso tenhamos campeonatos em tempos mais fracos – mas isso é algo que temos que conviver, são as mazelas do handicap fixo e cada piloto tem que simplesmente fazer o seu melhor para neutralizar uma eventual situação de desvantagem. Por fim, se necessário for, consigo com 5 minutos de análise (via SeeYou) dos vôos em Formosa 2014, comprovar categoricamente a superioridade do planador Quintus sobre o Nimbus 4, para qualquer audiência.

 

Planadores que voaram em Formosa – diferenças entre os sistemas de handicap:

 

Abraço a todos!

HN

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